sexta-feira, 23 de março de 2012

Crescer dói tanto...


Viver seria mais fácil, não fosse a necessidade de escolhas.
Disse Jean Paul Sartre: "É o que posso expressar dizendo que o homem está condenado a ser livre. Condenado porque não se criou a si mesmo, e como, no entanto, é livre, uma vez que foi lançado no mundo, é responsável por tudo o que faz”.
Logo a almejada liberdade resulta numa condenação. Temos que escolher cada gesto, cada movimento. Engana-se quem pensa que ficando parado, quieto em um canto, está abrindo mão dessa liberdade. Essa omissão é, em última análise, um tipo de tomada de decisão.
Mas que paradoxo é esse? A liberdade é a meta almejada, o sonho de todo ser humano. Como pode essa liberdade, que, ao mesmo tempo em que liberta, nos limita?
Como pode essa limitação, esse emaranhado de consequências se, a cada dia que passa, maior é quantidade de caminhos que se nos descortinam?
Que modelo de celular escolher? Qual o mais moderno, ou o que melhor atenda nossos desejos e necessidades? E por quanto tempo ele nos servirá?
Que programa fazer num fim de semana? Aquele filme estreando com enorme sucesso, o musical que tem arrastado multidões, o jantar com em família, ou o encontro com amigos quando recordaremos momentos agradáveis e daremos boas risadas?
A quem devemos amar? Aquela pessoa que marcou nossa vida, nos fez transbordar de emoção e desejo ou a quem nos enche de carinho e atenção? Ou será aquela que virá?
Ah! Mas como saber que é este o amor que me está destinado? São tantas as possibilidades, os romances, os desejos?
Será esse o trabalho ideal que nos dará rendimentos suficientes e satisfação profissional ou será aquele que talvez encontre amanhã?
Difícil escolher porque, no fundo, somos imaturos, inseguros. Fazer escolhas implica em pensar, decidir, assumir riscos e principalmente, estar preparado para as consequências. Implica em autoconhecimento, em saber com clareza o que queremos para nossas vidas.
E crescer dói tanto...

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